quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Jimi Hendrix

James Marshall Hendrix, mais conhecido como Jimi Hendrix nasceu em Seattle em 1942. Hendrix é reconhecido como um dos melhores guitarristas de sempre mas foi também cantor e compositor. Mas de facto foi na guitarra que se destacou e que alcançou o patamar de ídolo. O seu gosto por amplificadores distorcidos e crus, dando ênfase ao ganho e aos agudos, ajudou a desenvolver a técnica, da microfonia. Para além disso, Hendrix foi um dos músicos que popularizou o pedal wah-wah no rock popular, utilizando-o frequentemente para dar um timbre exagerado a seus solos. Com estas técnicas inovadoras e com o seu talento natural Hendrix levou o papel do guitarrista para outro nível .

É ainda útil referir que Jimi Hendrix foi uma das principais figuras no Festival de Woodstock em 1969, fazendo parte de um dos momentos mais importantes da História da música e da emergente cultura hippie.

Das muitas músicas de Hendrix as mais populares são "Purple Haze", "All Along the Watchtower", "Hey Joe" entre outras.




Deixamos aqui um video de Jimi Hendrix a tocar "Purple Haze"




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Freedom Writers

Freedom Writers, em português Páginas da Liberdade. Aconselhamos este filme pois aborda os vários problemas existentes em bairros sociais, que vão sendo ultrapassados por uma união forte. Por isso, assistam ao filme e captem as lições de vida que o mesmo vos dá.
Sinopse
A duplamente galardoada com um "Óscar da Academia" Hilary Swank brilha nesta apaixonante história sobre jovens vindos de bairros degradados, criados no meio de tiroteios e de um ambiente violento, e uma professora que lhes dá o que eles mais precisam: uma voz própria. Largada na "zona de tiro" de uma escola dilacerada pela violência e pela tensão racial, a professora Erin Gruwell trava uma batalha para fazer com que a sala de aulas passe a ter importância nas vidas destes estudantes. Agora, contando as suas próprias histórias e ouvindo as histórias dos outros, um grupo de jovens, supostamente "incorrigíveis", irá descobrir o poder da tolerância, reclamar as suas vidas despedaçadas e mudar os seus mundos. Com desempenhos electrizantes por parte de um elenco de estrelas, em que se inclui o vencedor do Globo de Ouro Patrick Dempsey (Anatomia de Grey) e a estrela de música Mário, Páginas de Liberdade é baseado no aclamado best-seller, The Freedom Writers Diary.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Agradecimento

Neste último mês tivemos ausentes pois realizámos exames a duas disciplinas e, como tal, o tempo não sobrou. Mas agora nas férias esperamos estar mais activos neste blogue que tanto significa para nós.
Já agradecemos a todos, mas queríamos dizer um OBRIGADA/O à nossa Professora, Germina Alves. A verdade que tanto em Área de Projecto, como em História não tivemos uma professora mas sim uma companheira e amiga que nos ajudou em tudo e que conversou bastante connosco. Foi devido a ela que conseguimos realizar este projecto e torná-lo atractivo. Queremos com isto dizer que este projecto não foi só da Vanessa e do João mas, também, foi da Professora Germina Alves que se interessou e empenhou com novas dicas e sugestões. Que fez do nosso projecto um motivo de conversa e debate entre os três.
A Professora ajudou-nos também nas nossas decisões de futuro com as longas conversas sobre os temas da actualidade e sobre o estado do ensino em Portugal. Fez-nos reflectir sobre o que iríamos fazer a seguir.

Por tudo isto e muito mais OBRIGADA/O "Germininha"!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Conclusão do Trabalho

Após um ano de trabalho e esforço chegámos ao fim do nosso trabalho e apresentámo-lo a semana passada, sendo que na apresentação contámos com a presença não só dos nossos colegas mas também de algumas professoras convidadas . Na nossa opinião a apresentação correu muito bem e tivemos oportunidade de chegar aos nossos colegas e professores com este tema.

Quanto ao Blog decidimos mantê-lo mesmo com a conclusão do projecto, já que o tema que tratámos é bastante actual e vai ao encontro dos nossos gostos. Pretendemos ir actualizando o Blog talvez não com a mesma frequência mas iremos fazer um esforço para não ficar desactualizado.

Posto isto, gostaríamos de agradecer a todos os que contribuíram para o nosso projecto : ao Ikonoklasta por nos ter concedido a entrevista, que enriqueceu bastante o trabalho, a todos os que responderam ao nosso Inquérito e um agradecimento muito especial à nossa Professora Germina Alves pelas ideias e apoio que nos deu.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Entrevista - Ikonoklasta


Ikonoklasta é o nome de um dos melhores MC's de Angola que conta já com vários mp3chos (músicas) e maquetes produzidas, pois segundo palavras do próprio "nao tenho album nem tenho pressa de ter". Para além disso tem várias participações em albuns de MC's portugueses como Valete ou VRZ .
É ainda de frisar que mesmo sem albuns produzidos e com poucas condições este MC tem músicas excelentes com letras fortes e conscientes que nos alertam para o mal da sociedade.


Tendo em conta o seu talento e as suas ideias, que vão ao encontro do objectivo do nosso trabalho, enviámos-lhe um pedido para uma entrevista e ele aceitou. Achámos então útil publicá-la aqui no Blogue para também dar a conhecer as ideias deste MC que são bastante interessantes.

Entrevista a Ikonoklasta
Hoje em dia, com o processo de globalização, os fluxos migratórios têm-se acentuado, o que leva a que as diferentes culturas tenham uma maior interacção e, por sua vez, exista uma maior mistura entre as mesmas. A música é disso um exemplo. É sobre esse mesma mistura que vamos focar a entrevista, fazendo a ligação com o hip-hop.

1.Existem cada vez mais minorias étnicas (imigrantes nomeadamente) nos países desenvolvidos. Como achas que a chegada de imigrantes contribui para enriquecer um país?
Nas grandes metrópoles, só os cidadãos que se esforçam para ser pitosgas “desconseguem” de ver a contribuição do imigrante para as suas sociedades. O imigrante faz TODOS os trabalhos que os locais consideram ser do mais baixo escalão, tudo aquilo que não estejam dispostos a fazer seja por menos aptidão física, seja por uma questão de estatuto. Sem imigrantes a construcção civil na Europa estagnaria. Depois, aprecie-se a concentração de imigrantes no segmento da limpeza e a desproporção local/estrangeiro é flagrante se tivermos em conta o universo da população. Isso quer dizer que a Europa seria mais suja sem os imigrantes? Não necessariamente, mas os custos para o saneamento básico seriam muito mais elevados já que, nas suas terras respectivas, poucos europeus se sujeitam a trabalhar nessas áreas pelos salários praticados. Há mais um aspecto muito importante e, parece-me a mim, PROPOSITADAMENTE ofuscado no tema da imigração, que é o facto sustentado estatisticamente da sua contribuição inestimável na taxa de natalidade dos países europeus que estavam a tornar-se progressivamente mais velhos, o que viria complicar sobremaneira o sistema da segurança social, onde os activos sustentam os reformados. Países como a Alemanha chegaram a meter em prática sistemas de incentivo à natalidade porque a situação se estava a tornar preocupante. Por isso, bem hajam os imigrantes.


2.Hoje em dia associa-se mais kizomba, funaná, kuduro (etc) à música africana. Porém, o hip-hop, rap é muitas vezes associado a “musica de pretos” (desculpem-nos a expressão) e não sendo “música africana”. Porque razão achas que isso acontece? Achas que é uma expressão ultrapassada e preconceituosa?

Isso é um problema das pessoas que fazem esse tipo de associação, eles lá sabem que tipo de educação tiveram, ou não. Música africana em geral é sempre rotulada de música de pretos, pois África continua a ser vista como o continente dos pretos, o continente “escuro”. Se é ultrapassada e preconceituosa? Ultrapassada pelos vistos não é né? Se ainda há quem escolha empregar esse tipo de vocabulário redutor para a definir. Preconceituosa indiscutivelmente, mas aí também podemos entrar num debate filosófico sobre o que é o preconceito. Dividindo a música por géneros e associá-los a um certo tipo de pessoa que se veste de maneira A ou B, não estamos já a incorrer nesse mesmo preconceito? Deixem lá estar quem é limitado e vê as coisas tão curtas. Não poderão saborear a felicidade do esclarecimento.

3.O que pensas da actividade de intervenção social realizada pelo hip-hop?Consideras que a tua música tem essa vertente social?

Eu gostaria de pensar que sim. Mas eu acho que os artistas se acomodam demais no “faço a minha parte fazendo música, despertando mentes que supostamente irão agir em conformidade com a palavra que apregoo”. Cansam-me os discursos. Eu gosto de ver coisas concretas como faz o Chullage por exemplo, envolvendo-se com a comunidade de uma maneira mais CARNAL. Acho que nesse aspecto eu e a minha música ainda temos um longo caminho a percorrer, assim como a maior parte dos suspostos “revolucionários” de truta e meia, os pretensiosos músicos que acham que estão a mudar a sociedade com as suas palavras.

4.Como explicas o nascimento e o desenvolvimento do hip-hop em zonas mais desfavorecidas e diversificadas culturalmente, nomeadamente em bairros sociais?

As coisas não têm de ser explicadas. Elas são normalmente espontâneas. A arte sempre foi uma maneira de as pessoas extravasarem o que não conseguem exprimir tão bem em palavras e, nesse sentido, sempre foi um reflexo da vivência do seu praticante. O Hip Hop nasceu no sítio mais natural possível assim sendo e sem grandes explicações históricas que contextualizem a sua aparição, vamos ficar por isso mesmo: nada mais natural do que uma forma de expressão dos oprimidos nascer onde os oprimidos se congregam.

5.Quais foram as convicções que te levaram a enveredar pelo hip-hop?

“Ódio pela outra banda não é motivo para nada” (auto-quote). Não foram convicções nenhumas. Aos 13 anos não se tem convicções, só um bocado de parvoíce, excesso de confiança e amor pela música.

6.É possível dizer que o hip-hop é mais ouvido, em Portugal, e tem abrangido um maior número de pessoas. A que achas que se deve isso?

Os Os malucos que organizavam as pequenas festas, que fundaram o movimento, que iam ao (extinto?) Ritz em Lisboa ou ao Hard Club no Porto, esses malucos já são pais. Já são pelo menos duas gerações de existência do género em Portugal. O facto da música se ter tornado bastante mais séria, adulta, consequente e credível terá também muito a ver, mas vamos dar crédito onde ele é merecido, existe um artista singular que quase sozinho expandiu o universo de ouvintes para proporções dantescas: o Sam the Kid. É talvez o artista hip hop mais completo do panorama lusófono, e mesmo tendo as suas “carecas”, consegue reunir em si uma panóplia tal de ingredientes que o mais cáustico dos críticos é forçado a reconhecer-lhe “alguma coisa”.



7.Consideras que hoje em dia o hip-hop tem influências várias? Tem-se dito que o hip-hop tem ganho novas sonoridades com introdução de novos instrumentos. Achas que o hip-hop deve seguir essa linha de diversidade?

Tem sim senhor. Ainda bem. A música deve estar PURGADA de puristas para que não estagne. Se o Hip Hop não tivesse influências várias e não continuasse a evoluir (provavelmente para dar nascença a afluentes mais tarde) hoje ainda estaríamos todos a fazer Planet Rocks e The Messages.



Nós agradecemos muito ao Ikonoklasta por nos ter respondido e dado a sua visão e opinião, estas serão uma mais-valia para o nosso trabalho.