"A diferença que existe entre Homens cultos e incultos é a mesma que existe entre vivos e mortos" Aristóteles
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Conclusão do Trabalho
Quanto ao Blog decidimos mantê-lo mesmo com a conclusão do projecto, já que o tema que tratámos é bastante actual e vai ao encontro dos nossos gostos. Pretendemos ir actualizando o Blog talvez não com a mesma frequência mas iremos fazer um esforço para não ficar desactualizado.
Posto isto, gostaríamos de agradecer a todos os que contribuíram para o nosso projecto : ao Ikonoklasta por nos ter concedido a entrevista, que enriqueceu bastante o trabalho, a todos os que responderam ao nosso Inquérito e um agradecimento muito especial à nossa Professora Germina Alves pelas ideias e apoio que nos deu.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Entrevista - Ikonoklasta
É ainda de frisar que mesmo sem albuns produzidos e com poucas condições este MC tem músicas excelentes com letras fortes e conscientes que nos alertam para o mal da sociedade.
Tendo em conta o seu talento e as suas ideias, que vão ao encontro do objectivo do nosso trabalho, enviámos-lhe um pedido para uma entrevista e ele aceitou. Achámos então útil publicá-la aqui no Blogue para também dar a conhecer as ideias deste MC que são bastante interessantes.
Entrevista a Ikonoklasta
2.Hoje em dia associa-se mais kizomba, funaná, kuduro (etc) à música africana. Porém, o hip-hop, rap é muitas vezes associado a “musica de pretos” (desculpem-nos a expressão) e não sendo “música africana”. Porque razão achas que isso acontece? Achas que é uma expressão ultrapassada e preconceituosa?
Isso é um problema das pessoas que fazem esse tipo de associação, eles lá sabem que tipo de educação tiveram, ou não. Música africana em geral é sempre rotulada de música de pretos, pois África continua a ser vista como o continente dos pretos, o continente “escuro”. Se é ultrapassada e preconceituosa? Ultrapassada pelos vistos não é né? Se ainda há quem escolha empregar esse tipo de vocabulário redutor para a definir. Preconceituosa indiscutivelmente, mas aí também podemos entrar num debate filosófico sobre o que é o preconceito. Dividindo a música por géneros e associá-los a um certo tipo de pessoa que se veste de maneira A ou B, não estamos já a incorrer nesse mesmo preconceito? Deixem lá estar quem é limitado e vê as coisas tão curtas. Não poderão saborear a felicidade do esclarecimento.
3.O que pensas da actividade de intervenção social realizada pelo hip-hop?Consideras que a tua música tem essa vertente social?
Eu gostaria de pensar que sim. Mas eu acho que os artistas se acomodam demais no “faço a minha parte fazendo música, despertando mentes que supostamente irão agir em conformidade com a palavra que apregoo”. Cansam-me os discursos. Eu gosto de ver coisas concretas como faz o Chullage por exemplo, envolvendo-se com a comunidade de uma maneira mais CARNAL. Acho que nesse aspecto eu e a minha música ainda temos um longo caminho a percorrer, assim como a maior parte dos suspostos “revolucionários” de truta e meia, os pretensiosos músicos que acham que estão a mudar a sociedade com as suas palavras.
4.Como explicas o nascimento e o desenvolvimento do hip-hop em zonas mais desfavorecidas e diversificadas culturalmente, nomeadamente em bairros sociais?
As coisas não têm de ser explicadas. Elas são normalmente espontâneas. A arte sempre foi uma maneira de as pessoas extravasarem o que não conseguem exprimir tão bem em palavras e, nesse sentido, sempre foi um reflexo da vivência do seu praticante. O Hip Hop nasceu no sítio mais natural possível assim sendo e sem grandes explicações históricas que contextualizem a sua aparição, vamos ficar por isso mesmo: nada mais natural do que uma forma de expressão dos oprimidos nascer onde os oprimidos se congregam.
5.Quais foram as convicções que te levaram a enveredar pelo hip-hop?
“Ódio pela outra banda não é motivo para nada” (auto-quote). Não foram convicções nenhumas. Aos 13 anos não se tem convicções, só um bocado de parvoíce, excesso de confiança e amor pela música.
6.É possível dizer que o hip-hop é mais ouvido, em Portugal, e tem abrangido um maior número de pessoas. A que achas que se deve isso?
Os Os malucos que organizavam as pequenas festas, que fundaram o movimento, que iam ao (extinto?) Ritz em Lisboa ou ao Hard Club no Porto, esses malucos já são pais. Já são pelo menos duas gerações de existência do género em Portugal. O facto da música se ter tornado bastante mais séria, adulta, consequente e credível terá também muito a ver, mas vamos dar crédito onde ele é merecido, existe um artista singular que quase sozinho expandiu o universo de ouvintes para proporções dantescas: o Sam the Kid. É talvez o artista hip hop mais completo do panorama lusófono, e mesmo tendo as suas “carecas”, consegue reunir em si uma panóplia tal de ingredientes que o mais cáustico dos críticos é forçado a reconhecer-lhe “alguma coisa”.
7.Consideras que hoje em dia o hip-hop tem influências várias? Tem-se dito que o hip-hop tem ganho novas sonoridades com introdução de novos instrumentos. Achas que o hip-hop deve seguir essa linha de diversidade?
Tem sim senhor. Ainda bem. A música deve estar PURGADA de puristas para que não estagne. Se o Hip Hop não tivesse influências várias e não continuasse a evoluir (provavelmente para dar nascença a afluentes mais tarde) hoje ainda estaríamos todos a fazer Planet Rocks e The Messages.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Malcolm X
El Hajj Malik El Shabazz conhecido em todo o mundo por Malcolm X, nasceu a 19 de Maio de 1925. Foi um activista defensor dos direitos dos negros nos Estados Unidos da América.
Na sua ideologia, Malcolm X defendia o uso da violência para combater o racismo por parte da população branca. Além disso, essa ideologia tinha uma forte carga religiosa (islâmica) e, numa fase mais evoluída, assentava numa base socialista.
Deste modo, aqui deixamos uma citação de Malcolm X em relação ao porquê da defesa da supremacia negra, e à diferenciação entre "escravos negros de casa e os de campo".
Além disso, deixaremos excertos em vídeo de vários discursos deste activista em que defende o uso da violência para criar uma sociedade equalitária e não racista.
«Durante um programa de grande audiência de uma rede de TV americana, Malcolm X foi questionado pelo professor universitário afro-americano Dr.Payson.Malcolm X - Por qualquer meio necessário
Dr.Payson: - Por que ensina a supremacia negra? Por que ensina o ódio?
Malcolm X: - Um branco pergunta ao negro porque o odeio, é como o violador perguntar à violada: “Você me odeia?”. O Branco não está em posição moral para acusar o negro de nada.
Dr.Payson: - Mas é um negro que te faz a pergunta.
Malcolm X: - Quem chamaria você de negro com diploma de formação superior? E o que os brancos te chamam. É preciso entender o raciocínio, e para isso, é necessário saber que, historicamente, havia duas espécies de escravos: o negro da casa e o do campo. O negro da casa vivia junto do senhor, na senzala ou no sótão da casa grande. Vestia-se, comia bem e amava o senhor. Amava mais o senhor que o senhor o amava a ele. Se o senhor dizia: “Temos uma bela casa”. Ele respondia: “Pois temos”. Se a casa pegasse fogo, o negro da casa corria para apagar o fogo. Se o senhor adoecesse, dizia “estamos doentes”. Se um escravo do campo lhe dissesse: “ vamos fugir desse senhor”, ele respondia: “existe uma coisa melhor do que o que temos aqui?”. “Não saio daqui.” O chamávamos de negro da casa. É o que lhe chamamos agora, porque ainda há muitos pretos de casa.»
Assim, gostaríamos que aqui deixassem a vossa opinião em relação à ideologia defendida por Malcolm X.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Arte Tradicional Africana
Deste modo a arte tradicional africana ganhou uma maior independência e sendo que representa de uma forma magnifica a beleza do Continente africano não é de espantar que se continue a reproduzir e a evoluir bastante.
Temos como exemplo dessa arte, as máscaras africanas, de grande significado religioso e cultural; a pintura que revela como que uma biografia de África e ainda a escultura que também desempenha um papel importante na representação de tudo o que é o Continente Africano.
E nada melhor do que deixar algumas imagens para comprovar com os próprios olhos a beleza e o significado místico da arte africana.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Jesse Owens e uma conquista histórica

Um dos seus grandes feitos ou talvez o que marcou mais o mundo, foi a sua participação nos Jogos Olímpicos de 1936 que decorriam na Alemanha (durante o regime nazi). Como se sabe Hitler defendia uma raça superior, a raça ariana, e todas as outras pessoas que não correspondessem ao aspecto ariano eram postas de lado e alvo de violência e segregação. Tendo esta linha ideológica Hitler viu nos Jogos Olímpicos de 1936 a grande oportunidade de afirmação da dita raça "pura".
Mas, apesar de terem sido os alemães a ganharem a grande parte das medalhas (33 medalhas) , Jesse Owens contrariou todas as ideias nazis que defendiam que todas as raças não arianas eram inferiores e que não tinham qualquer capacidade dita "superior". Jesse conquistou 4 medalhas de ouro e humilhou Hitler no seu próprio país. O choque foi tal que Hitler, que tinha de cumprimentar os vencedores das modalidades, saiu do estádio Olímpico .
Ora este feito concretizado por Jesse Owens, é uma das muitas provas de que raças superiores não existem, somos todos iguais independentemente da cor da pele, e todos nós com esforço e dedicação conseguimos realizar algo importante no mundo.
Para um maior conhecimento acerca de Jesse Owens , clique aqui

